domingo, 22 de junho de 2014

O ócio dos néscios e a falácia das autoridades são bons negócios!

Já escrevi sobre esse tema aqui, mas o ócio dos néscios e a falácia das autoridades são bons negócios!

Prontuário é coisa séria! Seria...?!!!

Eu não queria ter me lembrado disso, mas ao ver uma proposta de pesquisa de amigo meu e conterrâneo, aí não teve jeito, o trem veio à tona com  força feito uma avalanche.

Um computador é uma máquina que pode ser muito útil, até mesmo no atendimento feito aos cidadãos/contribuintes da rede hospitalar desse país. E  desse estado também.

Mas, veja só essa situação...

Meu coração funciona com a ajuda de um marca-passo. Esse pequeno aparelho é uma espécie de minicomputador. Ele libera os sinais elétricos nos  momentos certos, e isso anula a fibrilação atrial. E assim meu coração bate sem muita complicação. Basta tomar os medicamentos para controlar a  pressão e fortalecer o coração, aí eu aguento o tranco.

Uma vez que o marca-passo funciona com uma bateria, eu preciso ir a um hospital ou clínica para fazer a verificação do funcionamento desse   computadorzinho e da carga de eletricidade que há em sua bateria. Isso não dói nadinha.

Mas, há uma coisa que dói muito. O atendimento dispensado é, às vezes, desumano. Vi gente de mais de NOVENTA anos nos corredores da Fundação  para ter a medição do seu marca-passo tendo que esperar muito tempo para ser atendido.

Os registros sobre os pacientes, que comumente são chamados de prontuários, ainda continuam - quando são encontrados - em folha de papel. Eu não  sei sobre os outros, mas o meu prontuário, de atendimentos anteriores, com as informações sobre o meu estado de saúde e o meu aparelhinho,  sumiu. O médico lamentou, se desculpou, e outro prontuário foi aberto e as novas informações foram inseridas com esses dados sanitários e do  marca-passo. Antes de deixar o consultório, fui convidado a participar de uma pesquisa sobre pacientes cardiopatas, e aceitei. Em menos de mês, fui lá  novamente, à Fundação para participar da pesquisa. Mas, de acordo com a Lei de Murphy, se você passar a manteiga em lado da fatia de pão e essa  pedaço escapar da sua mão, pode ter certeza que o lado com a manteiga vai cair tocando no chão. É algo mais ou menos assim, quando algo tem que  dar errado, não tem jeito vai dar errado. E para a minha surpresa: meu novo prontuário tinha sido extraviado também. Só via gente correndo pra lá e pra  cá. Algumas atendentes diziam: não se preocupe, o senhor vai ser atendido. O coração aguenta, mas o sangue ferve e o cérebro não suporta. Fui  conversar com alguém responsável pelo registro e nada de resolver. Prontuário que é bom, nada! Não resisti a essa falta de respeito, e pelo avançado  da hora, desisti do atendimento. Bertolt Brecht chamava esse tipo de gente de "insensíveis". Talvez, ele esteve certo durante muito tempo, mas pra  mim, outros adjetivos de carga semântica semelhante podem ser adicionados também.

O interessante é que eu não recebi uma ligação posterior da Fundação, nem da médica porque provavelmente nem sabe que o meu prontuário sumiu e  que deve talvez imaginar que eu não fui atendido por vontade própria de desistir. Mas, não foi... Nem Secretária de Saúde, ninguém se dignou a tomar  uma providência até porque eu já escrevi antes sobre esse fato.

Descartes me ajuda às vezes com o seu "Cogito, ergo sum!". E tenho que complementar com Waldik Soriano, "Eu não sou cachorro não!"

Um computador que recebesse as informações dos pacientes e armazenasse no seu disco rígido, e depois enviasse isso para uma base dados da  Secretaria de Saúde, seria muito útil. O prontuário de papel poderia té sumir. Mas, os dados no computador permaneceria seguros.  Será que eu preciso  pedir ajuda à OMS, à OEA, à ONU, à ANVISA?! Ao Ministério da Saúde? Então, lá vai. Olha aí pessoal dessas entidades, o atendimento está deixando a  desejar. Cobrem dessas autoridades mais respeito, e se for preciso, façam a doação de computadores para agilizar e melhorar o atendimento aos  pacientes que precisam de atendimento de saúde.

Essas coisas me deixam tristes e às vezes "Eu me sinto uma mola encolhida" lembrando Lulu Santos. Mas, como eu não tenho dinheiro e nem faço  parte do grupo dos "aloprados", eu não posso ir para aatendimento no Sírio Libanês. Ah, se eu pudesse!

Vai que a Quina de São João sai pra mim!


terça-feira, 15 de abril de 2014

Eu juro que eu nunca atirei pedra na cruz; nem na lua...

Eu juro que eu nunca atirei pedra na cruz; nem na lua...

Mas, meus amigos e minhas amigas, e demais autoridades aqui presentes.

Eu tive o cérebro cortado e mexido em 2007. O médico abriu meu quengo, viu que não estava tão estragado, consertou o aneurisma gigante que se formou depois de uma lapada bem dada, costurou o rasgo feito com uma serrinha elétrica, e me devolveu à vida e a vida de novo.

Dois anos depois, o meu coração endoida em 2009 e o médico Maxwell descobre que eu estou com fibrilação atrial. Ele me envia às pressas para Goiânia e lá nos “Hospitel” (mistura de hospital com hotel) do Rassi, o médico Sérgio Rassi faz a ablação, e o médico Antônio Malan faz o implante de marca-passo. O aparelho é produzido pelo St. Jude Medical. Meu coração volta a bater normalmente sem a piração da fibrilação. Tive que brigar com o estado Acre na justiça para receber um remédio que custa, em média, R$ 250,00 nas farmácias. Recebo atualmente.

De lá pra cá, eu venho fazendo acompanhamento através dos profissionais de cardiologia contratados pelo estado do Acre para aferição do funcionamento e bateria do meu aparelho. O atendimento é sempre feito na Fundação Hospitalar do Acre, hoje também chamado de Hospital de Clínicas. Vou lá apenas para colocar o leitor magnético do computador para fazer a leitura das funções emitidas pelo meu marca-passo. Até aí, sem muita complicação. Primeiramente, o indivíduo vai lá e apresenta sua documentação pessoal e a carteira com as informações de portador de marca-passo. Comumente isso é chamado de “prontuário”. Nesse documento oficial ficam registradas as informações do paciente e do aparelho.

Toda santa vez que alguém precisa de atendimento em um determinado consultório, essas informações devem estar anotadas em fichas específicas e o corpo de profissionais e até o pessoal administrativo poderá saber como está a sua situação. Mas, às vezes, as coisas não funcionam corretamente. Alguns documentos são extraviados; e as informações, dos meus documentos e do meu marca-passo, contidas no meu prontuário não puderam ser vistas para comparar com os registros efetuados em outros momentos de verificação no meu aparelho. O meu prontuário sumiu.

Nesta última vez que houve verificação de marca-passo o meu prontuário não estava lá. Como resolver? Outro prontuário teve que ser iniciado como se fosse a minha primeira vez por lá. Meu aparelho parece estar melhor do que da última vez que fiz a verificação. E isso já faz quase um ano. Fui convidado para participar de um acompanhamento cardiológico por uma especialista para ver como anda a minha saúde cardíaca e obter uma atenção mais personalizada. Recebo uma ligação da alguém da Fundhacre para que eu vá, no dia seguinte, fazer essa consulta para o tal acompanhamento individualizado. Chegando lá, vou procurar os trâmites corretos para o tal atendimento. Espero bastante. E, surpresa! Os meus prontuários, tanto o antigo quanto o mais recente, sumiram. E eu vejo atendentes correndo pra cá e pra lá. Dizem que não encontraram meu prontuário. Sou solicitado a ficar numa fila para atendimento, e eu ainda não tenho a garantia se o meu prontuário foi encontrado. Nem no singular, muito menos no plural. Nada! O tempo vai passando e se aproxima das onze. Descubro que o paciente que está pra ser atendido antes de mim chegou às sete e meia, e nada! Procuro o pessoal administrativo e mesmo assim a solução não chega.

Ameaço desistir e a moça diz que eu serei atendido. Ela não quer saber se eu preciso tomar algum medicamento, se eu sou o mão-pelada, se eu sou realmente um ser humano. Pronto, desisti. Vim embora com uma sensação que tenho tido por muito tempo, depois das minhas gasturas existenciais pós-30: o ser realmente é um nada. Fico com uma vontade louca de falar com alguém responsável por esse tipo de atenção dispensada a mim e aos demais, posto que não foi ou nem deve ter sido diferente para o paciente à minha frente. Talvez tenha sido até pior.

Às vezes, eu fico matutando alguns tópicos filosóficos e físicos, e eu percebo que isso tudo é uma grande ilusão. Uma corrida para o nada; uma corrida para a escuridão fria e sem fim. Porque, veja bem, eu não era nada antes de receber a vida com 23 cromossomos do meu pai e 23 cromossomos da minha mãe. Eu me tornei eu. Mas, eu vou deixar de ser eu quando eu morrer; mas, eu ainda não morri, eu acho. Por essa razão, eu existo. Eu não precisava existir nos registros da Fundhacre. Mas, cardiopatia, fibrilação, marca-passo, e prontuários. Pronto, passo a existir. Em um passo de mágica, pimba!, deixo de existir. É uma gastura existencial sem tamanho: fisicamente, eu sei que nada serei. Prontuarística e clinicamente, eu sou realmente um nada. Eu não existo, nem mesmo quando penso.

O Obama deve ter mais informações a meu respeito do que o pessoal administrativo e clínico da Fundhacre. Apesar de que acho que ele precise bem menos. Até porque eu acho que ele não tem essa qualificação toda pra ser presidente dos EUA e que não vou ser tão útil ao governo americano. Mas, tudo bem. Aqui nós já tivemos até semianalfabeto na presidência. Todavia, deixar a minhas informações desaparecerem sem uma razão forte, é do cara do alho!

Esse niilismo existencialista que me perturba a vida é algo das horas de vacância ontológica e que eu sei que não há solução. Toda essa ilusão se originou do nada e ele voltará. Isso vale para tudo e para todos.

Mas, o meu prontuário não estava lá. Eu virei um nada mesmo.

Eu fico a pensar se eu estaria sendo punido por alguma força divina por eu não acreditar em porra nenhuma! Eu não acredito nem mesmo no Dólar. Ele já largou até essa vida de vender discos de vinil. Mas, me chega a certeza que eu não devo estar sendo punido! Se até as mulheres mais santas morrem. Conheço umas, então. Muitos, como os pastores universais da graça, Eudei Maiscedo, Valdomiro Dindim, Marcus Delici-anus, e tantos outros, também irão bater o cachaço. Mas, eu juro que eu não atirei na cruz; eu não blasfemei contra o Alcorão, nada tenho contra o Livro dos Espíritos; e acho as Iluminações de Buda bem interessantes.

Eu não atirei na cruz. Eu juro! Por que tanto ódio contra mim!?

Só tem uma coisa: eu prefiro um livro que fale sobre translação a um que fale revelações.

Do ponto de vista da Praxis, eu creio que seria muito fácil inserir todos os dados sobre um paciente em uma planilha fornecida pelo SUS. Ela poderia ser física, de papel; ou poderia ser virtual, em um banco de dados. Qualquer profissional da saúde brasileira com acesso a essa base de dados poderia ver e estudar as condições clínicas de qualquer paciente, e em qualquer lugar. Até na Estação Espacial Internacional seria possível acessar. Talvez, o aparelho que faz a leitura do funcionamento do marca-passo esteja enviando furtivamente as informações sobre os pacientes brasileiros e do mundo inteiro que tenham marca-passo para a Casa Branca. Mas, infelizmente, nem as informações físicas, nem as virtuais estavam lá para dizer e comprovar que eu existo.

Pense num vazio de lascar o cano!


terça-feira, 25 de março de 2014

Cuidado! Buracos - ou melhor, crateras - na pista.

Cuidado! Buracos -  ou melhor, crateras - na pista.

Todas as pessoas que dirigem veículos sabem que é altamente desaconselhável sair de carro quando a pista encoberta de água,  principalmente se você não conhece o percurso. Um pequeno buraco que havia pode ter se transformado em uma cratera gigantesca. Quanto mais chove mais há risco de os buracos aumentarem em tamanho e quantidade. Um mínimo deslize e - pimba! -  cai no buraco. Pode ser que o carro fique parcialmente chupado. Mas, se se o automóvel for totalmente engolido, aí paciência, já não é mais um buraco. É uma cratera. Daí em diante os prejuízos serão incalculáveis.

Rio Branco passou por situações que poderia ter o nome mudado até para Rio Buraco. Atualmente, encontramos muitos, mas muito espalhados pela cidade. Há um deles la perto da escola Padre Peregrino no Tucumã que sem sombra de dúvidas já completou mais de DEZ anos. Isso tende a acontecer em todas as cidades que não tem um asfalto colocado de forma responsável e com base em estudos de engenharia.

O rio Madeira está acima do nível do asfalto um valor aproximado de 1,70m. Essa água toda causa um estrago muito grande. Isso vai acontecer na BR-364 por causa dos vários caminhões pesados que já trafegaram sobre o asfalto que estava coberto com a água do rio Madeira.

Quando se faz qualquer coisa, sempre se imagina que seja com base em projetos. Pode escrito. Pode ser apenas uma projeção da atividade do dia seguinte. Mas, tem que ter. Os revezes sempre chegam. Isso iria acontecer com as transações da Petrobras. Todos sabiam: o Executivo, o Legislativo, e até o Judiciário. Mas, mesmo assim, uns arregalaram os olhos demais, outros concordaram com a ação, e os outros taparam os ouvidos já que os olhos já vivem vedados.

A cratera aumentou muito e agora está quase incorrigível. Todos os contribuintes brasileiros caíram ou irão cair dentro desse enorme precipício. Parecia algo exatamente matemático: uma operação com resultados viciados e já sabidos. Creio que quem vive em "Brasilha" da Fantasia e faz parte de um dos poderes, em tese, deve ter alguma noção que a fumaça que sobe de algum lugar pode estar vindo de algum fogo ilícito.

Alguns ganharam propinas enormes para não tapar os pequenos buracos existentes antes das tramóias todas. Outros sujaram as mãos de petróleo para dar a falsa impressão de que "o petróleo é nosso" e ainda dizem que "não sabiam nada". Alguns autorizaram contratos escusos sem ler todas as cláusulas! (Será que não leram mesmo?!)

Bem, o rombo é bem maior do que a buraqueira toda que vai ficar na BR-364 se as águas do Madeira baixarem. Aqueles que ganharam alguma propina e que fazem parte da maior estatal brasileira - a Escandalobras -  naturalmente irão usufruir dos míseros milhões de Dólares guardados nos bancos da Suíça.

Já, os demais, bom, esses continuarão pagando por um litro de gasolina bem mais caro e na iminência de aumentar mais preço para que a conta não seja tão doída, tão doida, e insuportável.

E tome chibatada!

Eu acho que o Edward Snowden sabia dessas presepadas da nossa petroleira. Mas, infelizmente, esse moço não nos informou. 

Por isso, mais uma vez, tome chibatas. No plural.

domingo, 23 de março de 2014

Estado - um tipo de matéria abstrata, nula, e ausente - em alguns casos.

Estado - um tipo de matéria abstrata, nula, e ausente -  em alguns casos.

Eu gostaria que todos pudessem fazer alguma coisa por si e pelos demais. Há pessoas totalmente sadias. Há outras com algumas restrições físicas, outras com impossibilidades psíquicas. Há gente demais. Da mesma forma que alguns seres procuram o topo de uma árvore para ter acesso à luz solar, outros, por sua vez buscam sua sombra pra se refugiar. Do mesmo modo que alguns insetos cortam as folhas dessa mesma árvore para alimentar sua colônia, outros chegam e batendo suas asas ajudam a polinizar para gerar novos frutos, novas sementes, e assim também, a possibilidade de nova vida, de novo... Esse é o retrato da vida na natureza. Mas, nem tudo é assim.

Semelhantemente, na sociedade humana podemos encontrar todas as formas de atitudes e reações efetivamente em ação; e também podemos imaginar na real possibilidade de novas ações e atitudes estarem sendo pensadas, preparadas, e gestadas por mais seres humanos. Muitas pessoas trabalham muito, são exploradas, e mal pagas. Outras trabalham pouco e recebem salários razoáveis. Algumas nem trabalham e o salário que recebem é demasiadamente superior ao que merecem. Há aquelas que vendem alguma coisa, há outras que compram. Umas vendem prazer, outras compram o prazer. Algumas só olham e outras cheiram. Algumas para se perceberem vivas usam pó de cheiro, outras para dar sentido à vida usam pó de cheirar. Muitas ficam doidas pra ter as coisas, e outras ficam muito doidas por ter o que cheirar.

Mas, como diria Robert Frost, há uma "estrada não tomada". Uma via que os criminosos sabem como fazer para chegar, e o Estado sabe onde pisar, mas não tem interesse em chegar até lá.

Local onde o Estado não alcança, é lá que toca outra música e nesse ritmo sem lei é que o cidadão mais carente dança. Uma música composta ao som de armas de fogo e sirenes de ambulâncias e carros blindados dos representantes do Estado.

Para Charles Darwin a evolução das espécies é um fato. Os seres vão se adaptando e se acomodando para melhorarem a vida buscando a melhor forma de resolverem suas necessidades. Quando eu era criança lá em Rodrigues Alves, um pequeno e jovem município do Acre, eu costumava ouvir, inclusive de minha mãe, um provérbio que metaforicamente pode ser aplicado à presença ou ausência do Estado e que dizia algo mais ou menos assim: "quando o dinheiro deixa de entrar pela porta da frente, o amor sai pela porta dos fundos." Adaptando para a conjugação simbiótica de cidadão e Estado, podemos dizer que "quando o Estado deixa
de dar assistência aos seus cidadãos, o poder paralelo e por vezes mais presente e mais organizado, chega na vida desses mesmos cidadãos e os torna partícipes de uma relação carente e viciada. Carente de serviços e ações concretas estatais; viciada pela oferta imediatizada de bens, produtos, serviços. Alguns lícitos e mantenedores da vida; outros, nocivos e causadores de dores e perversidades inumeráveis e sem fim.

O Estado é uma entidade abstrata que se materializa na ação e atitude das pessoas e bens que o compõem. O cidadão é sujeito e objeto do Estado. Este precisa receber do cidadão sua força de trabalho convertida em impostos, tributos, e trabalho. O cidadão, por outro lado, tem o direito de receber a contra-partida do Estado no oferta de serviços e demais ações que possam facilitar sua vida. Educação, Saúde, e Segurança. Creio e defendo que possa e deva ser nessa ordem. Se tivermos acesso à Educação, saberemos cuidar de nós e dos nossos familiares e demais cidadãos; tendo o conhecimento necessário para tocar a vida em frente, a Saúde se torna mais fácil se observada e mantida - saberemos até que deveremos escovar os dentes após as refeições. Por sua vez, a Segurança passa a ser uma ação interativa de todos. Todos se ajudam e se protegem. Com Educação, Saúde e Segurança chegam como resultados.

O Universo como um todo é um emaranhado de matéria e vácuo sem razão de ser ou existir. A Via Láctea, que é a galáxia na qual se encontra o nosso sistema solar, abriga mais de DUZENTOS bilhões de estrelas. O Estado Brasileiro tem sido ao longo desses últimos quinhentos anos algo similar ao Cosmos. Uma bolha enorme sem razão de existir. Não sobe correta e respeitosamente os morros e favelas das nossas cidades. Os criminosos sobem e cooptam. O Estado não usa os recursos financeiros nem pessoais para implementar políticas corretas e eficazes de Educação. Os representantes do crime educam e forjam as regras pelo poder de fogo que dominam. O Estado não forma profissionais em quantidades necessárias para dar assistência à Saúde, o poder paralelo extirpa a dor a custa de bala. O Estado não contrata e nem qualifica correta e eficazmente os seus representantes da Segurança, os criminosos minuciam seus comparsas com armas de grande poder destrutivo.

O Estado é abstrato; os criminosos são concretos. O Estado não sobe as ladeiras dos morros; os criminosos, aparentemente mais organizados, estão lá.

Quando se segue uma determinada rotina de atividade, o resultado é quase sempre previsível. É algo quase matemático.

sábado, 22 de março de 2014

Dura Lex Sed Lex - Paciência e o CNJ Matando a Esperança!

Paciência e o CNJ Matando a Esperança!

Dura Lex Sed Lex!

Realmente, em se tratando de Justiça, acho que pela situação que nos encontramos, deveríamos implantar o CNI = Conselho Nacional da Injustiça.
Considere o seguinte fato: o sujeito é professor e ganha a vida vendendo o seu conhecimento acumulado ao longo de vários anos. É natural que ele receba seu dinheiro pro qualquer trabalho realizado. Da mesma forma, o pedreiro que realiza os trabalhos de reforma na sua casa, também deverá receber por sua atividade uma vez que o mesmo precisa pagar transporte, alimentação, e as demais contas ligadas a ele e todos os familiares. Conquanto não queira, ou até nem perceba, ele estará pagando impostos e tributos aos governos nas três esferas.
Eu sou professor e em 2009, fui solicitado a preparar uma prova para aplicar para alguns professores que queriam fazer um teste de Inglês por conta de um mestrado/doutorado. No mesmo ano, só que dois meses antes, outra prova de teor semelhante fora aplicada para outro grupo. Os fatos relacionados às duas provas são razoavelmente carentes de apreciação. A primeira prova foi aplicada e por este trabalho, eu e outros colegas recebemos o devido pagamento. A magnífica à época não criou embaraço algum para efetuar o pagamento. Não precisamos nenhum exercício de paciência por ter sido a atividade concretizada e considerarmos lícito o seu pagamento. Uns dois meses depois, outra prova semelhante foi solicitada por outro grupo e a mesma foi concretizada legal e justamente. Desta mesma, a mesma magnífica recusou fazer o pagamento e colocou toda a estrutura jurídica da instituição para usar todos os recursos e expedientes para não efetuar o pagamento por aquele trabalho licitamente realizado. Isso foi em 2009. Desde lá a paciência tem sido baleada e pisoteada pelos entraves da lei porque a colega magnífica se recusou a pagar uns míseros R$ 3.500,00, em valores aproximados à época.
Uma vez que a causa fora iniciada no Juizado Especial Federal, penso que a celeridade com que o processo tem sido tratado não deve ser de conhecimento do CNJ. Se for, tanto a Injustiça Federal como o próprio Conselho estão mostrando um esforço muito grande para fazer com que a Paciência seja mortificada na lenta e que a atividade precípua do JEF deixa de ser eficaz e passa a ser inócua. Penso que os custos de um processo como esse já deva ter ultrapassado o valor demandado no mesmo. E o pior é que é para ordenar o pagamento por trabalho lícito e realizado.
Paciência com ciência e consciência produz sapiência. Mas, nesse caso especificamente, a paciência está morrendo junto com a esperança. Realizar um trabalho e ser impedido de receber o pagamento por capricho de um agente público ou inoperância de uma entidade é mortal e descabido. Se conselho fosse bom, ninguém daria, ele seria vendido. O que terá sido feito do CNJ? Por que permite que um processo como este seja mantido por tanto tempo nas prateleiras do juizado? Se a justiça não consegue ser feita a contento, já não temos mais a quem recorrer. Um processo ter sido iniciado no fim do primeiro semestre de 2009 e até agora, já quase terminando o primeiro de 2014, não ter sido apreciado pelo juizado para que seja ordenado o pagamento é algo a se questionar. E olhe que o referido juizado foi criado para acelerar esses pequenos imbróglios e esse mesmo juizado, por vezes, deixa a gente sem esperança e com a paciência dando os últimos suspiros por conta de tanta injustiça.
Dura Lex Sed Lex = A lei é dura, mas cede!

PS: A verdadeira tradução é outra.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mega-cena da Virada, os deslizamentos, e as responsabilidades do Espírito Santo.

Mega-cena da Virada, os deslizamentos, e as responsabilidades do Espírito Santo.

Os humanos são seres de/sem sorte! Alguns são incapazes de montar um carro de mão mesmo que todas as peças estejam à sua frente; mas, se estes humanos foram ensinados, eles aprendem e podem montar. Por outro lado, há outros que conseguem fazer uma espaçonave e colocá-la em órbita da Terra, ou até mandar para fora do espaço da Via Láctea. Uma vez que o aprendizado acontece, e é repassado de uma geração para a próxima, isso se torna uma aquisição cultural importante e se solidifica a tradição.
Estes valores podem ser aplicados a todos os ramos da vida humana. Toda vez que uma coisa é feita ou uma ação é repetida, elas se tornam valores tradicionais.
Aqui no Brasil, algumas coisas estão tomando ares de tradição. Algumas são boas e fáceis de se tratar e outras causam um desconforto enorme em pessoas que são sensíveis ou insensíveis. Sensibilidade nem sempre é associada à sensatez. As cenas quase sempre se repetem, entretanto as bolas da Mega-Sena quase nunca saem repetidamente. As loterias da CEF são um bem da nossa cultura. Algumas vezes, eu cismo que os resultados podem ser viciados, mas quase sempre eu jogo. Eu já acreditei até em Papai Noel, e vai que...
Mas, outras cenas quase sempre se repetem ao final de cada ano. Em vários locais do Brasil é possível ver pelos noticiários os deslizamentos de terra e outros desastres naturais ocorrendo. São eventos que vão se repetir eternamente, e se tornam catástrofes previsíveis, mas evitáveis.
As pessoas que moram nas áreas alagadiças do Rio Acre, vez por outra, se deparam com a água invadindo suas casas e perdem quase tudo. Ou melhor, quase nada, porque é isso que a grande maioria possui.
As embarcações que zarpam dos portos nos dias de festejos de Natal e Ano Novo, e até em outras datas, quase sempre o fazem com lotação superior ao seu calado.
As pessoas que moram nas encostas dos morros morrem todas as vezes que acontecem os deslizamentos de solo e pedras.
Outras situações de calamidade são registradas nesse país e assim seguimos a vida.
As autoridades constituídas sabem que as catástrofes vão acontecer. Elas não parecem preocupadas. Quando a água chega e invade as casas, as pessoas perdem quase tudo. Seus bens são deteriorados. Seus documentos danificados ou extraviados. Perdem quase tudo, inclusive a Esperança. As cenas são chocantes. Causam muita dor em quem ver e muito mais em quem as vive.
Bom, a esperança não morre; ela move o ser humano. E nós que somos brasileiros temos um ditado por aqui: a gente não desiste nunca!
Podemos perder os bens e objetos. Mas, vamos lá e conseguimos de novo. Teve os documentos extraviados, não se avexe, vá lá e tire a segunda via. Pode ser qualquer um. Certidão de nascimento, RG, CNH, Passaporte, ou CPF. Estes documentos estão registrados em algum lugar e é possível se obter uma cópia dos mesmos.
Ma, isso não é possível com um comprovante de um jogo da Mega-Sena, ou de qualquer outra variante da lotérica, na seguinte situação: se o sujeito jogar e por alguma razão ele perder o seu comprovante, quer seja roubado, queimado, levando pela enxurrada, ou soterrado pelos deslizamentos, ele não terá como receber o seu prêmio.
Por que isso pode ocorrer? Porque ele não tem o seu número de CPF impresso nos comprovantes e nem mantidos nos sistemas das lotéricas da CEF.
Vejam o que está acontecendo no sudeste brasileiro. As inundações e deslizamentos estão causando muitas perdas e danos às vidas de muitas pessoas. É algo previsível. As autoridades de todas as esferas e partes do Estado sabem. Em Minas Gerais as chuvas já mataram muita gente. O Espírito Santo parece que não pertence mais à trindade e pior deve ter sido abandonado pelo pai e pelo filho. Mas, isso é algo que parece não afetar as autoridades que quase sempre moram em locais seguros e assistidos por policiais e vigilantes terceirizados.
Mas vamos à mega-cena do abandono e das irresponsabilidades. Suponhamos que uma pessoa de uma dessas áreas em que houve deslizamentos ganhar a Mega-Sena da Virada. Suponha também que essa pessoa teve seu bilhete levado pelas águas ou teve seu comprovante soterrado pelas avalanches de lama e sujeira das encostas.
Como comprovar a quem pertencia o jogo sorteado? A quem recorrer? Como a Justiça poderia fazer com que a CEF pagasse aquele prêmio? Infelizmente, não dá.
Mas, daria. E como seria possível?
Simples assim: se cada comprovante tivesse o CPF do apostador registrado no bilhete e se esse mesmo registro ficasse armazenado no sistema da Caixa, mesmo que o fogo queimasse aquele pedaço de papel; mesmo que a água levasse rio abaixo, mesmo que a lama encobrisse o comprovante, aquele infeliz cidadão e afortunado ganhador teria possibilidade de ir a uma agência da CEF e assim fazer jus ao seu prêmio.
Já passou da hora das autoridades constituídas desse país se conscientizarem e tomarem medidas enérgicas para não deixar as pessoas fazer casas nas beiras dos rios, nas encostas dos morros, e corrigir algumas falhas de sistemas, como o da caixa. Numa atitude de calamidade e pouca sorte dar ao cidadão, e mesmo quando esta não ocorrer, ele deveria ter o seu CPF impresso nos comprovantes dos jogos lotéricos para que ele tivesse o direito de receber quando uma catástrofe, ou não, vier acontecer.
O registro e o armazenamento nos sistemas da CEF permitiriam ao cidadão receber todos os valores que por ventura pudessem ser associados ao seu CPF, quer fosse um grande prêmio ou valores de menor monta.
Como se diz por aqui que “deus é brasileiro”, e percebendo que ele deixou o próprio filho ser crucificado e agora acabou de abandonar o Espírito Santo, eu não sei não. Que nossas autoridades se sensibilizem e obriguem a CEF o mais rápido possível a fazer esse registro e armazenamento do CPF do cidadão ser feito nos comprovantes dos jogos lotéricos como uma grande e inefável garantia.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

THE MOON OR THE TWO LAST (UN)SAFE PLACES ON EARTH!

THE MOON OR THE TWO LAST (UN)SAFE PLACES ON EARTH!

Edward Snowden is in bad sheets. His life is a shit now. He knows many things abont many people. Nobody wants to give him shelter. He may be welcome a moment, but depending on the dice he plays, he may pose a strong threat on his shelter provider.

No one wants to risk a chance of having him telling everywhere all the secrets he's learned when he was collecting secret information for the American government agencies like CIA, NSA, and FBI. He opened up his mouth and told some stories he wasn't supposed to tell anybody.

Now he's lost and adrift. Russia refused a place for him. Brazil may not give such a chance either. What this young guy may know about the political situation in Brazil and all its politicians may be frightening. For this reason, it's too risky to give asylum.

China has launched a probe which went the moon. Chinese goverment could benefit from this lad's knowledge. But, considering he's not a Chinese face, it's also very risky and troublesome. Maybe a good thing to do would be sending him to the moon next flight. There may be a crazy woman who also wants to be mating him, and thus starting the crowding of the Earth's satellite.

Other two (un)safe places could be Venezuela and North Korea. These two nations have strong reasons to accept this guy and provide him a shelter.

I think you should consider thinking about these alternatives.